O dia a dia da organização empresarial que a escola não te contou
Tem matéria no colégio que a gente estuda e acha que não vai ter utilidade pra vida. Eu pensava assim — nunca imaginei ter uma empresa; só me via como empregado. Uma dessas matérias era organização empresarial. Lembro o professor explicar por que a Ambev ficou onde foi construída: água, estrada para distribuir produtos, recursos… tudo pensado para ter a melhor logística possível. Na época achei interessante, mas só entendi o valor anos depois.
Trabalhei em vários lugares pequenos, onde eu lidava direto com o dono. Em muitos, éramos quatro ou cinco funcionários no máximo. Teve lugar que o dono estava sempre ali, lado a lado comigo — já cheguei até a instalar câmeras de CFTV puxando cabo com o patrão, mão na massa mesmo. Em outra empresa havia nove pessoas, e o dono era sócio de outra firma, então muitas vezes ausente. O curioso: boa parte do quadro veio da empresa do sócio, que havia dispensado esses funcionários. Com o tempo, entendi por que foram dispensados.
Na escola ensinam que o carro‑chefe da empresa tem que ser capaz de fazer, resolver e ensinar. Se algo não é teu forte, contrate gente melhor — ter conhecimento pra não ser enrolado, mas também saber delegar. É assim nas áreas financeiras e em outras funções essenciais. Contratar “refugo” do sócio pode ser prejudicial; eu vi isso na prática.
No meu primeiro dia numa empresa, já apareceu um funcionário que se achava mais inteligente que todo mundo. O cartão de visita foi um desrespeito: atitude arrogante, tratava clientes mal. Foi aí que entendi que carteira assinada não é sinônimo de emprego estável no sentido de garantia de competência — carteira assinada é registro; emprego exige responsabilidade e trabalho.
Um caso emblemático envolveu a gerente — uma mulher que, ao que parece, era sócia informal. Ela era ótima na parte burocrática, mas péssima no atendimento: usava linguagem chula e perdeu quase uma venda de R15.000porna~oquerertrocarummotordeR15.000porna~oquerertrocarummotordeR 300 que estava na garantia. Eu, do marketing, entrei em contato com o dono, expliquei tudo e sugeri a solução: mandar o motor defeituoso pra garantia, depois vendê‑lo como saldão com desconto, e dar um motor novo ao cliente. A venda foi salva.
Mas a gerente, com medo, começou a me perseguir. O dono ouviu mais a funcionária antiga e acabou me mandando embora. Resolvi o problema, trouxe lucro, e mesmo assim fui dispensado. Essa é a fórmula perfeita pro fracasso: má escolha de pessoas, falta de liderança e defesa do erro por preferência pessoal.
E você? Já passou por uma situação parecida no trabalho? Deixa nos comentários.

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