Na semana passada, o podcast da equipe Pescato Verde trouxe à tona um tema que tem movimentado as redes sociais: a capoeira. Estiveram presentes o mestre Cicatriz e seu discípulo, o mestre Sobrancelha, ambos figuras icônicas que compartilham não apenas histórias de superação, mas uma profunda conexão com a cultura da capoeira. As histórias contadas pelos mestres nos revelam o poder transformador dessa arte marcial que vai muito além do físico; ela é um verdadeiro estilo de vida.
A capoeira nasceu nas mãos de escravizados que buscavam liberdade e expressão. Hoje, ela é uma forma de resistência e identidade para muitos brasileiros e admiradores ao redor do mundo. Durante o programa, os mestres destacaram a importância de como a capoeira pode ajudar a moldar a autoestima de jovens, especialmente aqueles que enfrentam desafios sociais e econômicos. “A capoeira me ajudou muito a melhorar minha postura e a confiança de que eu precisava”, compartilhou o mestre Sobrancelha, que começou sua trajetória após um acidente que quase o imobilizou.
Um dos grandes eventos recentes que foi mencionado é o "Volta ao Mundo Bambas", que aconteceu no icônico Pão de Açúcar. Com uma estrutura impecável e R$ 50.000 em premiações, o evento destacou o que há de melhor na capoeira, reunindo practitioners de diferentes estilos e gerações. O entusiasmo e a emoção compartilhados por todos os envolvidos mostraram que a capoeira é, de fato, uma grande família.
No entanto, o sucesso da capoeira não se limita apenas aos palcos. O dia a dia dos mestres é recheado de desafios. O mestre Cicatriz, por exemplo, enfatizou a necessidade de união e colaboração entre os capoeiristas: “Uma andorinha só não faz verão. É essencial que nos apoiemos mutuamente.” Essa afirmação ressoou fortemente, lembrando que a capoeira é uma coletividade onde cada movimento é um passo para o fortalecimento da comunidade.
Além dos ensinamentos práticos, a capoeira também transmite valores essenciais como respeito, disciplina e humildade. O mestre Sobrancelha e o Cicatriz compartilham a visão de que, sem esses valores, a prática se torna vazia. “A capoeira tem que ser vivida com o coração, senão perde sua essência”, reforçou Cicatriz, que também destacou a importância de ensinar não apenas os movimentos, mas também os princípios que fundamentam a cultura capoeirista.
Outro ponto relevante da conversa foi a crescente presença da tecnologia no mundo da capoeira. Com aplicativos dedicados a promover rodas e eventos, como o “Rodas e Eventos”, a acessibilidade à capoeira se torna mais fácil, permitindo que mais pessoas se conectem e se unam à comunidade. “Às vezes, a tecnologia pode nos ajudar a espalhar a cultura e a arte da capoeira”, disse Sobrancelha.
Para finalizar, a capoeira é um verdadeiro patrimônio cultural brasileiro. Tanto nas rodas tradicionais quanto nas competições contemporâneas, ela continua a inspirar e transformar vidas. As histórias de vida dos mestres Cicatriz e Sobrancelha são prova de que a capoeira é mais do que um esporte; é uma forma de arte que promove a inclusão, a amizade e a coragem, provando que, independentemente de onde se esteja, a capoeira sempre nos chama a dançar e lutar.
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